Á semelhança do Rio Nilo que é dádiva da
natureza para o Egito, o Rio São Francisco é uma dádiva para nossa
região semiárida. Durante mais de cinco mil anos o Rio Nilo tem sido a
força que movimenta a economia egípcia e o Rio São Francisco, bem
aproveitado, deveria ser a força para movimentar a economia do vale.
O Rio São Francisco, no semiárido, é
vítima do governo da união. A união lhe devota indiferença. Ignora a sua
importância, o seu potencial. Exceção ao governo Dutra, ao período
revolucionário, ao governo Sarney e Fernando Henrique. O Dutra libertou a
região da malária, a usina de Paulo Afonso e a ponte Petrolina e
Juazeiro. O período revolucionário ativou a navegação e a irrigação.
Sarney e FHC prosseguiram com a irrigação. Em 1855 no império, o
engenheiro alemão Henrique Halfeld, foi encarregado de efetuar com
vistas à navegação desde a cachoeira de Pirapora até a foz, no
atlântico.
As onze barragens a serem construídas para vitalizar o caudal ficaram no papel.
O que falta no vale não é chuva. É governo. Não é governo bom. É simplesmente governo.
Enquanto isto o rio emagrece. Definha.
Tira o sono dos ribeirinhos, enquanto o governo dorme em Brasília.
O que acontece não é problema regional. É nacional.
Tem dinheiro para Cuba, para campo de
futebol, para a África, para trem bala, para a corrupção. Não tem
dinheiro para dar vida ao Rio São Francisco.
Um basta a tanto descaso.
O governo deve ter mil olhos, não deixar de investir para populações mais fracas.
Urge reativar a navegação. A irrigação é responsável pela inserção das nossas frutas no mercado internacional.
O potencial para a piscicultura, para a irrigação, para a navegação, para o turismo e para a energia é enorme.
Contudo hoje para o rio o que é enorme é a indiferença.
*Osvaldo Coelho, 83 anos, Ex-Deputado Federal por 11 mandatos
Blog Vinicius de Santana
Nenhum comentário:
Postar um comentário